Garagem coberta protege o veículo contra sol, chuva, granizo, queda de galhos, fezes de pássaros e vandalismo. Além disso, valoriza o imóvel e pode ser usada como área de lazer (churrasqueira, piscina, jardim) se for bem projetada. A escolha do modelo depende do orçamento, do espaço disponível e do estilo da casa.
Neste guia, você vai aprender 9 dicas para escolher a garagem coberta ideal. Com elas, você acerta na decisão.
Confira 9 dicas para escolher o modelo certo de garagem coberta
1. Avalie a estrutura do solo
Coberturas mais elaboradas, como lajes com jardim ou estruturas em concreto armado, mudam bastante a forma como o terreno precisa ser preparado.
Em projetos assim, é comum que arquitetos sugiram avaliações como o ensaio PIT, que ajudam a entender o comportamento do solo diante do peso permanente da nova estrutura.
A garagem coberta pesa. Uma laje de concreto de 30 m² (5m x 6m) com 10 cm de espessura pesa cerca de 7.500 kg. Isso exige fundação adequada.
Consulte um engenheiro civil. Solo argiloso pode ceder. Solo arenoso pode ser instável. O profissional define a necessidade de sapatas, vigas baldrame ou radier.
2. Telha metálica (economia e rapidez)
A garagem coberta com telha metálica (aço galvanizado ou alumínio) é a mais rápida de instalar (1 a 3 dias) e a mais barata. O custo por metro quadrado fica entre R80eR80eR 150, estrutura metálica inclusa. As telhas podem ser termoacústicas (com isopor ou lã de vidro) para isolar calor e barulho.
A desvantagem é a estética industrial (combina com casas modernas e contemporâneas). A estrutura metálica pode enferrujar se não for galvanizada ou pintada. A manutenção é baixa.
Ideal para quem tem orçamento apertado e quer proteger o carro rapidamente.
3. Policarbonato leve e moderno
A garagem coberta com placas de policarbonato alveolar (dupla parede) deixa passar a luz (60% a 80%), mas bloqueia os raios UV. O carro não esquenta tanto quanto debaixo de telha metálica. O policarbonato é leve, resistente a impactos e não lasca.
O custo por metro quadrado é de R100aR100aR 200. A estrutura de alumínio (recomendada) é mais cara que a de aço. O policarbonato amarela com o tempo (5 a 10 anos). A limpeza é com água e sabão neutro.
Ideal para quem quer uma garagem clara e bonita.
4. Laje de concreto (acessível e durável)
A garagem coberta com laje de concreto armado é a mais durável (30 anos). O custo por metro quadrado é de R200aR200aR 400, dependendo do acabamento. A laje pode ser usada como terraço, jardim, área de lazer ou até mesmo para estacionar outro carro (se a estrutura suportar).
A desvantagem é a obra mais demorada (15 a 30 dias) e a necessidade de fundação robusta. O acabamento pode ser concreto queimado (lixado e polido) ou revestido com piso intertravado (bloquetes), cerâmica, pastilhas, pedras.
Ideal para quem quer uma área multifuncional e tem orçamento maior.
5. Pérgola de madeira (rústica e charmosa)
A garagem coberta com pérgola de madeira tratada tem vigas no teto, mas sem telha. A cobertura é feita por plantas trepadeiras (hera, jiboia, unha-de-gato). A vegetação filtra a luz, refresca o ambiente e embeleza a casa.
A madeira exige manutenção anual (verniz, stain, óleo). As plantas precisam de rega regular e poda. A pérgola não protege contra chuva forte (a água passa pelas frestas). A chuva fina é parcialmente bloqueada pelas folhas.
Ideal para quem mora em região de clima ameno (Serra Gaúcha, Sul de Minas, Campos do Jordão).
6. Garagem com fechamento lateral (portão)
A garagem coberta com fechamento lateral (portões) aumenta a segurança. Os portões podem ser de aço (com ou sem grades), alumínio, madeira, vidro ou policarbonato. O portão de correr ocupa menos espaço na garagem. O portão de abrir (folha) exige espaço frontal.
Se a garagem for integrada à casa, o fechamento lateral é desnecessário (a casa já protege). A garagem fechada também impede que o carro seja visto da rua, reduzindo a chance de roubo.
O custo do portão é de R500aR500aR 2.000, dependendo do material e do tamanho.
7. Inclinação e calhas para água da chuva
Toda garagem coberta precisa de inclinação mínima de 5% (5 cm de queda a cada 1 metro) para a água da chuva escoar. Se a cobertura for plana (laje), a impermeabilização deve ser reforçada e os ralos devem ser suficientes para o volume de água.
Calhas coletam a água da borda da cobertura. O condutor (cano) leva a água para o chão ou para a cisterna. Calhas entupidas com folhas e galhos transbordam. Instale telas protetoras.
A falta de inclinação e calhas causa infiltração, mofo e manchas na parede.
8. Iluminação natural e artificial
A garagem coberta escura exige iluminação artificial mesmo durante o dia, aumentando a conta de luz. Use telhas de policarbonato translúcido (deixam passar a luz) ou telhas de fibra de vidro (também translúcidas) ou placas de policarbonato alveolar.
Para garagens com laje de concreto, instale claraboias (cúpulas de acrílico ou policarbonato). A iluminação elétrica pode ser feita com lâmpadas de LED (tubulares ou de sobrepor) e sensores de presença (economizam energia).
Posicione as luminárias para não ofuscar o motorista ao estacionar.
9. Integração com o paisagismo
A garagem coberta não precisa ser um bloco feio. Integre-a ao jardim com trepadeiras nas colunas, vasos de plantas, jardim suspenso ou jardim vertical. O piso pode ser o mesmo da calçada (pedra portuguesa, concreto desempenado, piso intertravado) ou destacado (grama entre faixas de concreto).
A cor da estrutura (colunas, vigas, telhas) deve combinar com a fachada da casa. Estrutura branca é discreta. Estrutura preta é moderna. Estrutura cor de madeira (café, mogno, imbuia) é rústica.
A garagem também pode ser usada como varanda gourmet em dias de chuva.